Tratamentos estéticos para um sorriso bonito

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Muitas pessoas já descobriram que um sorriso bonito abre portas, seja na vida pessoal, seja na carreira. É por isso que os tratamentos estéticos odontológicos são cada vez mais procurados. Confira algumas novidades.

Você precisa contratar uma nova funcionária. A primeira, quando sorri, mostra dentes escurecidos e levemente tortos. A segunda exibe um sorriso harmônico. Qual das duas causa a melhor impressão? Se você respondeu a última moça, está alinhada com o que pensam os headhunters. Óbvio que a aparência dos dentes não é tudo, mas conta na hora de criar empatia. “Quem tem um sorriso bonito se sente mais autoconfiante e, só por isso, já leva vantagem”, diz Rodrigo Soares, diretor da HAYS, empresa multinacional de recrutamento.

E cada vez mais as mulheres têm percebido a importância disso. Os números provam. “De dez anos pra cá, notamos um aumento de cerca de 300% na procura por clareamentos”, estima o dentista Marcelo Fonseca, da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, no Rio de Janeiro. Técnicas mais eficientes, que abreviam o tempo na cadeira do dentista, e preços mais acessíveis contribuem para esse cenário. Ainda assim, não dá para dizer que um alinhamento dentário ou um clareamento são baratos. “Estamos falando de equipamentos tecnológicos e de materiais de qualidade. Isso se reflete nos valores, mas também é uma garantia de ótimo resultado”, diz Fonseca.

Ancoragem esquelética

A técnica está revolucionando o uso de aparelhos ortodônticos, pois é capaz de remodelar os ossos sobre os quais os dentes se apoiam – o que antes era feito apenas com cirurgia. “Os tratamentos tradicionais não conseguem alterar essa base. Eles apenas desinclinam os dentes”, explica o dentista Marcelo Kyrillos, do Ateliê Oral, em São Paulo. Por isso, depois de um tempo sem usar o aparelho, é comum o dente voltar um pouco à posição inicial. Com esse método, o resultado é definitivo.

Como é feito: quatro placas pequenas, geralmente de titânio, são parafusadas na base dos ossos do maxilar e da mandíbula. Depois, é colocado o aparelho fixo. As placas funcionam como uma espécie de alavanca, que movimenta toda a estrutura óssea, potencializando o efeito dos fios metálicos. “Antes, os movimentos eram restritos em relação à mordida e à oclusão. Agora, não existem mais limites”, diz Kyrillos. Outra vantagem é que o tratamento completo leva cerca de dez meses.

Manutenção: não há.

Indicação: para corrigir mordidas e alinhar os dentes.

PREÇO MÉDIO: 20 mil reais.

Clareamento Whitegold

Esse tipo de clareamento ajuda a diminuir a sensibilidade, uma das principais queixas de quem faz o tratamento e a maior contraindicação para quem já tem o problema.

Como é feito: o dentista deve misturar, minutos antes da aplicação, as duas fases do produto: uma contém peróxido de hidrogênio, a substância responsável pelo clareamento, numa concentração alta (35%). A outra traz um ativo espessante (que vai deixar o peróxido menos líquido, evitando que ele escorra e encoste na gengiva, causando sensibilidade e dor), e um ingrediente que ativa o clareador e, por isso, dispensa a fonte de luz (laser ou LED). O flúor também ajuda a diminuir a sensibilidade. A gengiva, por sua vez, é protegida com um gel. O dentista aplica a mistura, dente por dente, com um aparelho manual, que lembra uma seringa. É necessário aguardar 45 minutos e, de cinco a sete dias depois, repetir a sessão.

Manutenção: o clareamento dura dois anos, mas vale evitar alimentos que manchem os dentes, como café, vinho e refrigerantes à base de cola, além de abandonar o cigarro.

Indicação: dentes escurecidos pela ação do tempo ou por hábitos.

PREÇO MÉDIO: 2 mil reais, o tratamento.

Gengivoplastia minimamente invasiva

A cirurgia que reduz o tamanho da gengiva ficou mais moderna e menos dolorida. Antes, o dentista cortava toda a mucosa em excesso e a levantava, expondo o osso, para, então, remodelar a gengiva. Agora, apenas pequenas seções do tecido sofrem cortes, eliminando a necessidade de pontos e garantindo um pós-operatório mais tranquilo.

Como é feita: com um bisturi, o dentista retira apenas a mucosa em excesso, a que cobre os dentes, mas preserva as papilas, aquela parte do tecido que fica entre cada dente em forma de triângulo. Depois, o profissional usa o cinzel, uma espécie de espátula, para moldar a gengiva no novo formato. “Precisamos  de muita técnica e delicadeza, pois não se enxerga o que está por baixo”, explica Vanessa Santos, doutora em periodontia e professora da Universidade Guarulhos, de São Paulo.

Manutenção: não há.

Indicação: sorriso gengival, ou seja, quando há uma exposição de gengiva maior que 4 milímetros ao sorrir.

PREÇO MÉDIO: a partir de 2 mil reais.

CAD/CAM

O mesmo sistema usado para fazer plantas na arquitetura agora beneficia a odontologia. Pelo computador, o sistema cria um projeto em 3D de uma faceta ou de uma lente de contato, peças que cobrem os dentes, corrigindo o formato deles.

Como funciona: o dentista usa um scanner para mapear a boca. O arquivo é enviado a um computador capaz de ler essas informações e, com base nelas, montar um projeto em três dimensões. “O próprio programa faz os ajustes de acordo com as características de cada paciente, escolhe o material e determina a cor do futuro dente”, explica o cirrgião-dentista Ricardo Gaeta, de São Paulo. O projeto final é enviado para uma fresadora, máquina que esculpe o item. “Em apenas uma consulta, a paciente sai com o dente pronto. O tratamento, que levaria duas ou três consultas, em uma média de três meses, hoje termina em duas horas”, diz Ricardo Gaeta.

Manutenção: fazer a consulta de rotina, ou seja, visitar o dentista a cada seis meses.

Indicação: correção de dentes separados (diastema) e tamanho, forma e coloração diferentes, além de próteses para implantes dentários.

PREÇO MÉDIO: de mil a 4 mil reais, cada peça.

 

Fonte: M de Mulher

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