Tratamento de reabsorção interna empregando cimento endodôntico a base de MTA

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Paciente do gênero masculino, 32 anos, apresentou-se com quadro clínico de necrose pulpar dos elementos dentais 11 e 12 (Figura I), associado à presença de reabsorção interna, sendo submetido ao tratamento endodôntico em ambos os elementos. O mesmo relatava histórico de trauma dental na infância, sendo que previamente foi submetido a uma intervenção de urgência no elemento 21 por outro profissional, visto que se apresentava com edema e dor na região apical. Pela presença de fístula nesta região, foi realizado rastreamento na mesma, sendo a mesma oriunda do elemento dental 21 (Figuras II e III).

Após a abordagem inicial do paciente, o mesmo foi anestesiado e procedeu-se à confecção do isolamento absoluto. Posteriormente o acesso coronário foi realizado, aonde constatou-se clinicamente a necrose pulpar de ambos os dentes. Foi realizado uma penetração desinfetante crown-down empregando como agente irrigador NaOCl à 5%, sendo a odontometria realizada pelo método radiográfico (Figura III) devido a inviabilidade de emprego de um localizador foraminal nestas condições anatômicas, podendo influenciar em sua precisão (Figura IV). O preparo foi realizado pela técnica de preparo biescalonado (step-back) utilizando Limas K (Maillefer/Suiça) e como agente irrigador NaOCl 2,5%, procurando dilatar toda a conformação do canal radicular. A cada troca de instrumento, realizou-se irrigação ultrasônica com insertos lisos (Irrisonic/Helse/Brasil) através do conceito PUI e CUI (Figura V). Como complemento ao processo de descontaminação intra-canal, foram realizados duas trocas quinzenais de Hidróxido de Cálcio (Ultracal/Ultradent/USA), objetivando também a analise da qualidade de limpeza obtida na área da reabsorção pela radiopacidade deste medicamento (FiguraVI).

A obturação foi realizada pela técnica termomecânica Híbrida de Tagger (Figuras VII e VIII), através do emprego de GutaCondensor (Maillefer/Suiça), cones de guta-percha TP (Dentsply/Brasil) e cimento obturador à base de M.T.A. Fillapex (Angelus/Brasil) (Figura IX). Após a termocompactação, realizou-se o corte da obturação, condensação vertical com o uso de calcadores à frio, limpeza da câmara pulpar, e restauração provisória imediata do mesmo (Figura X). Observou-se radiograficamente selamento de ramificações e de áreas reabsortivas, bem como a presença de pós-operatório silencioso.

A proservação foi realizada após três meses demonstrou reabsorção do cimento Fillapex e neoformação óssea na região apical de  ambos os dentes (Figura XI).

 

Figura I – Rastreamento de fístula do elemento dental 21

 

 

 

 

Figuras II  e III – Priva do cone e técnica de obturação termomecânica.
Figuras II e III – Priva do cone e técnica de obturação termomecânica.

Imagem 09

 

 

Autores:

Fabio Aznar

 

 

 

 

Fábio Duarte da Costa Aznar

  • Especialista em Endodontia HRAC(Centrinho)/USP/Bauru
  • Mestre em Endodontia SLMandic/Campinas
  • Coordenador do Curso de Especialização em Endodontia FACESC/Chapecó-SC, FAIPE/Goiânia-GO & GOE-Macapá

 

 

 

 

Contato do autor:

Rua Dr. Olímpio de Macedo, 2-37

Vila Universitária

Bauru-SP

CEP 17012-533

fabio@aznar.com.br

 

 

Margarida Diniz

  • Especialista em Endodontia NEPO – Guaratinguetá/SP

 

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