Tipos de sorriso: Diastema

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Ter os dentes saudáveis e bem alinhados é muito importante para a saúde bucal. Existem vários tipos de sorrisos, hoje falaremos daqueles que tem uma espécie de “janelinha” na frente.
Conhecido na odontologia pelo nome de diastema é aquela famosa frestinha que, geralmente, fica entre os dois dentes frontais da arcada superior. Celebridades como a cantora Madonna e a francesa Brigitte Bardot são alguns exemplos desse sorriso com um espaçamento frontal.
Algumas pessoas e culturas, acreditam que esta característica da dentição pode ser um charme a mais no sorriso de um indivíduo, existem até algumas pessoas que utilizam métodos para ocasioná-lo artificialmente.

O diastema pode se formar por vários motivos, podem ser fisiológicos ou patológicos. Na dentição decídua (irrupção dos dentes de leite) é normal e desejável a presença de espaços generalizados entre eles, porque o número de dentes é menor do que o que teremos na idade adulta. Esse espaço também é necessário quando nascem incisivos centrais superiores permanentes, em que se observa um espaço entre os mesmos, iniciando uma fase de desenvolvimento da dentição infantil denominada de “patinho feio” que, na maioria dos casos, persiste por um tempo de 3 a 4 anos.

Já os diastemas patológicos são causados por inúmeros fatores, como hereditariedade, inserção de freio labial, ausência e/ou tamanho diminuído do incisivo lateral superior, perda de dentes devido à processo carioso ou problema periodontal, lesão dos tecidos moles, retenção prolongada de dentes de leite, fatores genéticos, hábitos de sucção de dedos, tamanho aumentado da língua, postura anormal da língua, discrepância entre as bases ósseas e o tamanho dos dentes e fusão imperfeita na linha mediana do palato.
Os diastemas que aumentam progressivamente, frequentes em adultos, principalmente após os 40 anos, geralmente têm como causa problemas periodontais somados a trauma oclusal e movimentos parafuncionais.

Hábitos como chupar o dedo, chupeta ou mamadeira também podem levar ao desenvolvimento de diastemas, porque são objetos que exercem pressão muitas vezes exagerada sobre os dentes.

O tratamento
Em alguns casos é possível mantê-lo desde que isso não afete sua saúde bucal e que você não se sinta incomodado com o visual dos dentes. Mas converse com seu dentista pra chegar a essa conclusão.
Para cada situação existe um tratamento diferente. É necessário um diagnóstico sobre a causa e, assim, elaborar um plano de tratamento específico e individualizado. Existem tipos de diastemas mais simples e os mais complexos, cada caso exige um procedimento diferente.
Algumas vezes, o diastema se fecha sozinho à medida que a dentição se desenvolve. Em muitos casos, a extirpação da aderência do freio à papila tende a diminuir o problema. Noutros casos, o diastema pode ser corrigido pelo uso de aparelho ortodôntico que leve os incisivos a se posicionarem adequadamente.
Se a causa do diastema for o espessamento do tecido ósseo, somente uma cirurgia pode corrigi-lo. Uma alternativa menos invasiva e mais rápida consiste em corrigir o defeito através da adição de resinas que “fecham” os espaços entre os dentes por fotopolimerização (uso da luz para endurecer a resina).

Se a causa tiver sido o freio, um dentista poderá resolver o problema. Se forem necessárias modificações na posição dos dentes, um ortodontista ou um especialista em dentística restauradora deve ser consultado.

Fonte:
Dental Gutierre e Sorridents

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