Odontogeriatria : cárie de raiz

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Quando ficamos mais velhos é comum nossa gengiva se retrair deixando parte da raiz dos dentes exposta, nessa área exposta os dentes não possuem esmalte para protegê-los, aí se desenvolve a cárie de raiz.

A cárie de raiz normalmente afeta pessoas com mais de 50 anos. Muitas vezes, no inicio pode passar despercebida, pois ao longo dos anos a sensibilidade dentária diminui. O problema é que a cárie de raiz se desenvolve mais rapidamente e pode levar à um tratamento de canal ou até mesmo “solapar” a coroa, aumentando a possibilidade de fratura do dente.

Pessoas mais velhas sofrem com uma diminuição fisiológica da produção de saliva, que é um componente protetor contra cáries, e muitos medicamentos de uso contínuo têm, como reação adversa, a diminuição da salivação.  Para tentar aliviar a sensação de boca seca, muitos adquiram o hábito de chupar balas (alimento cariogênico). Caso possua esse hábito o paciente deve optar por balas que tenham açúcares que não provocam cáries (o xilitol é um deles) ou que liberam flúor constantemente.

Problemas motores causados por artrose, doença de Parkinson e sequelas de AVCs podem impossibilitar o idoso a cuidar devidamente de sua saúde bucal, problemas psiquiátricos ou psicológicos como a doença de Alzheimer e depressão podem também levar o paciente a descuidar de seus dentes.

Devido à falta de cuidado, a boca do idoso acaba se tornando um ambiente propício para o desenvolvimento da cárie de raiz. Lembrando que assim como a cárie comum ela só se instalará em bocas que não são devidamente higienizadas.

O paciente idoso deve consultar o seu Dentista semestralmente mesmo se não possuir nenhum sintoma e lembrar que os cuidados com a saúde bucal não podem parar!

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