O Paciente Hipertenso e a Odontologia

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A hipertensão arterial sistêmica ou pressão alta é uma doença que acomete várias pessoas do mundo e é considerada um fator relevante no estabelecimento da causa de morte. A hipertensão arterial é quando a pressão que o sangue exerce nas paredes das artérias para se movimentar é muito forte, ficando acima dos valores considerados normais.  Além disso, essa doença implica no endurecimento das paredes vasculares, o que dificulta a passagem do fluxo sanguíneo.
A hipertensão é um dos grandes desafios contemporâneos e um grave problema de saúde pública, atingindo em especial os idosos.

O ideal é que a pressão se mantenha 120/80 mmHg (ou 12 por 8). Quando a pressão arterial estiver maior ou igual a 140/90 mmHg (ou 14 por 9) a pessoa é considerada hipertensa.

Quando não tratada a hipertensão pode acarretar uma série de problemas mais graves como, derrames cerebrais, doenças do coração como infarto, insuficiência cardíaca (aumento do coração) e angina (dor no peito), insuficiência renal ou paralisação dos rins e alterações da visão que podem levar à cegueira.
É importante que o cirurgião-dentista esteja consciente da necessidade de reconhecer esta condição de saúde, para assim poder realizar o correto manejo do paciente. A anamnese bem detalhada, ressaltando aspectos importantes como a idade, a hereditariedade e os hábitos de vida deste paciente que muitas vezes desconhece ser portador da doença e o exame físico, são de fundamental importância no seu reconhecimento residindo aí a oportunidade de se prevenirem situações de emergência médica, além do que insere o cirurgião-dentista no grupo de profissionais de saúde.
O paciente com hipertensão moderada não diagnosticada deve ser encaminhado ao médico para avaliação.

No caso de hipertensão diagnosticada e tratada, o dentista deve consultar o médico do paciente, ao iniciar o plano de tratamento, para tomar possível a integração dos tratamentos médico e dentário. Esses pacientes podem ser submetidos a tratamentos não cirúrgicos pelos métodos normais, e em caso de atos cirúrgicos simples deve se utilizar sedação complementar. Os atos cirúrgicos intermediários e extensos geralmente não devem ser executados no consultório, nos pacientes com hipertensão moderada. A cirurgia pode ser mais bem executada em ambiente cirúrgico hospitalar, onde existe suporte médico para controle da hipertensão aguda.

O paciente com hipertensão grave deve ser submetido apenas a exames mais simples, como radiografias, instruções sobre higiene bucal, moldes para modelos de estudo. Esse paciente deve ser encaminhado ao médico para controle, antes de tratamento dentário adicional.

Em relação a anestesia indica-se o uso de anestésicos com vasoconstrictor. Dentre os vasoconstritores adrenérgicos, a Epinefrina é a mais indicada no atendimento a pacientes com hipertensão controlada. Se utilizada em doses terapêuticas e evitando a administração intravascular, as alterações pressóricas que poderiam ocorrer, como a elevação da pressão sistólica, são compensadas por uma redução da resistência vascular periférica e, conseqüentemente, diminuição da pressão diastólica.

Incentiva-se que a medida de pressão seja realizada rotineiramente nos consultórios de odontologia.

Além disso, vale ser lembrado também que a redução no grau de estresse, bem como o controle da ansiedade e do medo frente a um tratamento odontológico são benéficos no atendimento a pacientes hipertensos. O profissional da odontologia deve manter sempre diálogos com os médicos responsáveis, para saber se os procedimentos planejados oferecem riscos aos pacientes, pois somente com um trabalho integrado pode ser alcançado um completo atendimento dos pacientes hipertensos.

Fonte:
Bibliomed e Dental Gutierre.

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