Lesões Bucais – Sífilis

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A Sífilis é uma doença mais comum do que muitos imaginam, crônica, altamente contagiosa, de ocorrência mundial cujas primeiras manifestações ocorreram no século XV como um quadro epidêmico, mas seu agente etiológico foi descoberto somente em 1905. O homem é o único hospedeiro natural e exclusiva fonte de infecção.

É causada por uma bactéria (Treponema pallidum) que é capaz de infectar qualquer órgão ou tecido. O agente causador da sífilis entra no organismo através de pequenas lesões na pele ou mucosas ou pela corrente sanguínea.

A sífilis pode ser identificada através de suas manifestações bucais. Logo, o cirurgião-dentista tem o importante papel no diagnóstico e controle da sífilis através da identificação dos seus sinais e sintomas, orientação do paciente, suporte ao tratamento e acompanhamento.

Pode ser adquirida através de sexo vaginal, anal ou oral com pessoa contaminada, além de transfusão de sangue contaminado ou, da mãe grávida contaminada, para o feto.

Clinicamente, a evolução da doença ocorre em três fases: fase inicial ou primária, fase secundária e fase terciária ou tardia.

As lesões primárias ocorrem cerca de 21 dias após o contagio. Aparecem na forma de uma ulcera rasa exatamente no local onde houve a inoculação do Treponema Pallidum. Assim, nas relações sexuais orais, dependendo do local de contato, as lesões podem ocorrer nos lábios, língua, palato (céu da boca) ou qualquer outro local. A lesão oral pode ser vista em qualquer estágio da doença, mais particularmente na sífilis secundária.

A ferida desaparece sozinha depois de aproximadamente 10 a 15 dias, mas isso não quer dizer que a pessoa se curou, e sim que a doença passou para o sangue.

Depois de 2 a 3 meses que a ferida desapareceu, aparecem manchas avermelhadas em toda a pele (fase secundária), principalmente na palma da mão e na planta do pé. Da mesma forma que na fase primária, mesmo quando não tratadas desaparecem após algum tempo.

A sífilis terciária ocorre em pequena parcela dos pacientes infectados e se manifesta depois de alguns anos sob a forma de reações lentas, podendo afetar o cérebro, o coração e outros órgãos.

O aumento  de infecções chegou a 603% no estado de São Paulo, onde os casos passaram de 2.694 para 18.951 entre 2007 e 2013. A maior parte dos estados, porém, não tem registros tão antigos.

O tratamento da sífilis tem como referencial a prescrição de antibióticos como a penicilina, é simples e a cada mês é feito um exame sorológico para ter um controle da doença.

Então, previnam-se! Esse é o melhor tratamento!

Fontes:

Fundamentos da Medicina Oral

www.lesoesbucais.com.br

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