Gravidez e Odontologia

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A gravidez é um momento único e muito esperado na vida de uma mulher. Momento de grandes alterações fisiológicas e psicológicas que trarão modificações ao organismo, tornando-a muito mais sensível.

Algumas dessas mudanças podem ocorrer na cavidade bucal. Sempre que possível, o tratamento invasivo, não emergencial, deve ser adiado até o nascimento da criança, pois pode ocasionar sequelas nem sempre previsíveis. O acompanhamento odontológico deve sempre ser realizado de forma preventiva.

Nesse período, algumas pessoas, sem o devido conhecimento sobre o assunto, chegam a falar que a mulher está com os dentes sensíveis pela falta de cálcio, porque o cálcio da mãe está passando todo para o bebe. É importante salientarmos que os dentes não participam do metabolismo do cálcio da mãe, assim, o conteúdo mineral dos dentes, na gestação, não apresenta diminuição do teor de cálcio.

O cálcio necessário ao desenvolvimento do feto é o que a mãe ingere em sua dieta, portanto, fica a dica: mamães, ingiram mais alimentos ricos em proteínas, vitaminas A, C e D, cálcio e fósforo, principalmente, entre o primeiro e segundo trimestre de gestação, período em que a dentição decídua do bebê está em formação e calcificação.

Na gestação, é bastante comum o aparecimento de algumas afecções bucais. Podem ocorrer, por exemplo, aumento da atividade cariogênica e alterações periodontais, naqueles casos em que haja mudança na dieta e acúmulo de placa bacteriana.

Portanto, o cirurgião-dentista, ao atender à gestante, deve ter conhecimento sobre as alterações fisiológicas e psicológicas da paciente. Por conta das particularidades, merecem atenção redobrada e exigem conhecimentos específicos.

A consulta odontológica realizada como complemento do pré-natal médico é de suma importância para a manutenção da saúde geral da gestante. Mas as consultas devem ser de curta duração e agendadas para a segunda metade da manhã, quando os episódios de enjoo são menos frequentes. Também, deve-se cuidar para agendá-las em períodos diferentes do atendimento infantil, a fim de reduzir as chances de contágio de doenças viróticas, como rubéola, sarampo, dentre outras.

 

Quando fazer?

A primeira fase ou trimestre gestacional é a mais delicada para o atendimento odontológico; o segundo trimestre constitui-se na melhor época para esse tipo de atendimento. No terceiro trimestre de gestação, nas últimas semanas, também não é o período ideal para o tratamento prolongado. Muitas pacientes, nessa época, têm a frequência urinária aumentada, hipotensão postural, inchaço nas pernas e sentem-se desconfortáveis na posição supina, em virtude da compressão causada pelo feto. Portanto, quando possível, todo procedimento odontológico eletivo deve ser evitado nas primeiras 12 semanas de gestação e no final dela.

Diante de urgências odontológicas, o tratamento não pode ser adiado, independente do período gestacional, pois as consequências da dor e da infecção podem ser mais maléficas à mãe e ao feto do que aquelas decorrentes do tratamento.

Quanto às tomadas radiográficas em gestantes, se houver necessidade desse exame complementar, o profissional deve atentar para algumas características, como técnicas de exposição rápida, filtração, colimação, utilização de avental de chumbo e proteção com colar tireoidiano, além de não cometer erros técnicos na tomada da radiografia e no processamento do filme (revelação e fixação), a fim de evitar repetições desnecessárias.

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Dr. Jorge Dazio Junior
CRO: 49.731

Formando em Odontologia pela Universidade de Alfenas (Unifenas), Jorge é especialista em Prótese sobre Implante pela APCD Guarulhos e Prótese Fixa e Removível pelo Hospital da Aeronáutica. Atualmente, está concluindo nova especialização: Ortodontia, no IPEO – Instituto Paulista de Estudos Ortodônticos.

 

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