ESTUDO DIZ QUE 28,5% DA ÁGUA DO ESTADO DE SÃO PAULO TEM QUANTIA INADEQUADA DE FLÚOR  

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Quase 30% da água do estado de São Paulo tem quantidade inadequada de flúor, segundo um grande levantamento* feito pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), pelo Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal (Cecol-USP) e pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (FOP-Unicamp), cujos resultados foram divulgados na semana passada (11/08/2015).

Enquanto 14,5% das amostras de água coletadas pelo levantamento têm menos flúor do que o recomendado, 14% tem mais do que o adequado. Tanto a falta quanto o excesso de flúor podem acarretar riscos para a população.

O estudo coletou 11.715 amostras da água de 642 cidades de São Paulo (98% dos 645 municípios do estado). Segundo o Crosp, esta é a primeira vez no mundo que um levantamento mediu a fluoretação da água consumida por uma população tão grande: de 45 milhões de pessoas.

Cada cidade teve um número de amostras coletadas de acordo com o número de sistemas que a abastecem. Os pesquisadores ainda estão analisando os dados para concluir quantos municípios paulistas têm água adequada em termos de quantidade de flúor. Por enquanto, a análise se refere apenas ao número de amostras.

“Se tenho uma quantidade muito pequena de flúor na água, não vou ter a redução de cárie esperada. Se tiver uma presença elevada, há risco de fluorose dental, que é um problema que inicialmente se manifesta como alteração estética, com a formação de manchinhas brancas nos dentes, e que depois pode se manifestar como uma alteração maior”, diz Marco Antonio Manfredini, secretário-geral do Crosp.

A conclusão da pesquisa leva em conta o parâmetro adotado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que considera adequadas concentrações entre 0,6 e 0,8 partes por milhão (ppm) de flúor na água.

Os dados do levantamento vão ser repassados para as três instâncias do SUS: o Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais e as Secretarias Municipais de Saúde. O objetivo é que as cidades em que a quantidade de flúor esteja inadequada corrijam o problema.

O Crosp ressalta a importância do flúor na água e nos cremes dentais para a redução das cáries no Brasil. Segundo o órgão, antes da adição de flúor na água no país, uma criança de 12 anos tinha em média 8 dentes com cárie no país. Hoje, essa média baixou para 2 dentes com cárie.

 

*A coleta das amostras de água foi feita por 50 fiscais do Crosp. A metodologia do estudo foi desenvolvida pelo Cecol-USP e as análises laboratoriais foram concluídas pela FOP-Unicamp.

Fonte: Mariana LenharoDo G1, em São Paulo

 

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