É possível tratamento ortodônticos de má oclusão severa, em adultos, sem extração?

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Gostaria de relatar um caso clinico de Classe II  em um paciente adulto.

Apresentação do Caso:

 

Paciente do gênero masculino, 20 anos de idade, Classe II (completa), linhas médias dentárias coincidentes e perfil agradável. Dentre os tratamentos propostos, uma opção viável seria com exodontia de dois pré-molares (14 e 24) associada à ancoragem dos molares, pois com uma discrepância de Classe II de 5 mm, seria a escolha mais segura por boa parte dos ortodontistas.

Entretanto, outra possibilidade também viável, mas que depende muito da colaboração do paciente, seria o tratamento corretivo com mecânica de elásticos intermaxilares para a correção da Classe II dentária. Esta última possibilidade proposta, talvez seja a mais difícil e incerta de todas, pela extensão da Classe II e por depender muito do paciente.  Por outro lado, é um planejamento mais conservador, por evitar extrações e com prognóstico favorável devido ao perfil do paciente.

O tratamento de eleição neste caso foi a mecânica com elásticos intermaxilares de Classe II, sem exodontia. O tratamento teve início com a colagem de braquetes metálicos na arcada superior, prescrição Roth e alinhamento com fios de níquel titânio.

Mesmo após o término do alinhamento da arcada superior, a colagem dos braquetes inferiores encontrava-se limitada pela presença da mordida profunda. Para não utilizar nenhum tipo de dispositivo de levantamento de mordida, optou-se por acentuar a curva superior com fio de aço. Com a melhora da sobremordida e da sobressaliência, deu-se início à mecânica na arcada inferior, seguindo a mesma sequência de fios utilizada na arcada oposta, até que a fase de alinhamento e nivelamento fosse finalizada. Também foram utilizados, durante a mecânica, arcos de aço com curva reversa, visando estabelecer o trespasse vertical desejado.

Após o alinhamento, estando o paciente com fios 0,20 de aço em ambas as arcadas, deu-se início à mecânica com elásticos intermaxilares (5/16 médio) para a correção da Classe II. Os elásticos foram usados bilateralmente, com apoio nos caninos superiores e molares inferiores, de forma contínua e com troca de elásticos a cada 2 dias. Após 6 meses de uso dos elásticos, o paciente já se encontrava em relação de chave molar, bilateralmente.

O uso de elásticos por 3 meses no período noturno, foi mantida,  com intuito de contenção do movimento evitando assim a recidiva para a classe II. Neste caso, devido à qualidade dos resultados obtidos, optou-se em não utilizar os arcos retangulares para a finalização do caso. Como contenção, utilizou-se uma placa de Hawley superior e barra 3X3 inferior, seguida do acompanhamento mensal do caso.

Inicial:

 

 

 

Tratamento:

 

Final:

 

Dr.Thiago Eiras Dela Coleta
CRO: 92286
Graduado pela FORP-USP, Especialista em Ortodontia pela FOB-USP. Professor nos cursos de especialização e aperfeiçoamento da APCD-São Carlos e Cedeface. Ortodontista do Cedeface.

 

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