Cirurgia ortognática: quando é indicada?

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Sorriso mais bonito e melhora na mastigação são apenas alguns dos benefícios dessa cirurgia para os casos indicados

Muitos distúrbios ortodônticos podem ser resolvidos com tratamentos simples. Aparelhos fixos, móveis, placas de tratamento de DTM (Disfunção TermoMandibular), entre outros podem ser feitos a médio e longo prazo sem grandes problemas.

Já alguns casos são um pouco mais complicados e precisam de intervenções mais diretas, incluindo até mesmo tratamentos cirúrgicos. Esse é o caso de quem precisa recorrer a cirurgia ortognática, que é mais comum do que parece. Ela é recomendada para quem possui algum tipo de deformidade óssea na região bucomaxilofacial.

Como funciona a cirurgia?

Segundo a especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e membro da International Siaolendoscopy Society, Viviane Naddeo, todo o procedimento é bastante controlado e seguro. “O procedimento é realizado em ambiente hospitalar. Os riscos cirúrgicos e pré-anestésicos são previsíveis.”

O paciente é submetido a uma anestesia geral e a cirurgia ocorre na parte interna da boca, sem causar cicatrizes na parte externa, salvo algumas exceções. Durante a cirurgia há o reposicionamento da maxila e da mandíbula e essas regiões são fixadas com placas de titânio e pinos.

Ela ainda afirma que o processo pós-operatório é muito importante, pois através dele é possível avaliar o andamento da acomodação óssea e reposicionamento muscular. Mas não é só o especialista bucomaxilofacial que deve ser visitado. Viviane destaca a importância de se fazer um acompanhamento multidisciplinar, com nutricionista, (a fim de orientar sobre a ingestão de nutrientes durante a fase líquida e pastosa de alimentação), um fisioterapeuta (para ajudar na redução do inchaço na região e nos estímulos musculares da região) e em casos mais específicos até mesmo acompanhamento psicológico prévio e após o procedimento.

 

 

 

 

Benefícios da cirurgia

A cirurgia promove uma série de benefícios para a vida do paciente, tais como:

  • Segundo Viviane, a cirurgia ajuda a aumentar as vias aéreas e também um melhor selamento labial, permitindo melhor respiração;
  • A especialista também destaca a melhora do sistema gastrointestinal, pois, com a cirurgia, o paciente consegue mastigar melhor os alimentos, facilitando a digestão no estômago;
  • Melhora da autoestima, já que há uma melhora estética do sorriso e da região da face com a operação.

Tipos de cirurgia

Há dois tipos de cirurgias que podem ser feitas, de acordo com as necessidades do paciente. Veja quais são elas:

Correção transversa

Segundo Walter Antônio Nascimento de Souza, professor de Cirurgia e Traumatologia do curso de Odontologia da Anhanguera Santana, esse tipo de cirurgia é de expansão, onde ocorre o procedimento de expandir a maxila para ajuste da oclusão.

Cirurgias combinadas

O professor explica que nesse tipo de cirurgia há uma correção de alterações transversas, em que há uma correção da região superior (maxila) e inferior (mandíbula) para melhorar a oclusão (posição de fechamento da boca).

Há uma série de outros detalhes que devem ser observados antes e depois da cirurgia para que você possa ter um bom processo cirúrgico e de cicatrização, garantindo que irá ter o melhor pré e pós-operatório possível.

É preciso se afastar das atividades normais?

Uma informação que você deve saber de antemão é quanto tempo terá que ficar afastado de determinadas atividades para se recuperar da cirurgia. Segundo a cirurgiã Viviane Naddeo, o repouso deverá ser de um mês e o paciente permanecerá com um aparelho que só será removido de acordo com a opinião dos profissionais envolvidos no tratamento do paciente.

Quais são os cuidados que devem ser tomados no pré-operatório?

Viviane ressalte a necessidade de que o paciente faça todos os exames pré-operatórios antes da cirurgia, a fim de certificar se ele está bem de saúde para o procedimento. “No pré-operatório, o paciente já deverá ter feito os seguintes exames: exame de sangue, urina, coração e exames radiográficos do rosto, da arcada dentária e do tórax”. O paciente deverá ser internado três horas antes da operação, tendo feito ficado em jejum por pelo menos oito horas.

 

Quais os cuidados que devem ser feitos no pós-operatório?

Já o pós-operatório é mais delicado e exige mais cuidados por parte do paciente para evitar complicações. Viviane afirma que o paciente deve fazer repouso (mesmo que não absoluto), pois há risco de surgimento de coágulos ou trombose; higiene oral redobrada, com escovas cirúrgicas de cerdas macias; evitar exposição ao sol e pegar peso e evitar assoar o nariz por pelo menos 7 dias.

Walter, professor da Anhanguera Santana, inclui também como cuidados dietas líquidas (de preferência alimentos frios); usar as medicações receitadas pelos médicos e sempre voltar para as consultas que forem programadas.

 

Com quantos anos pode-se fazer a cirurgia?

Segundo Walter, para fazer a cirurgia é necessário que o paciente tenha atingido a maturidade óssea. Apenas em casos extremos essa cirurgia pode ser antecipada.

 

Qual o valor médio da operação?

Deve-se lembrar que, para quem não tem condições, o SUS custeia a cirurgia completa. Os planos de saúde também, em sua maioria, cobrem esse procedimento.

Há alguma contraindicação?

O professor afirma que pacientes com tumores e doenças sistêmicas severas não podem realizar a cirurgia. Viviane complementa dizendo que “o procedimento não é indicado para pacientes com comprometimento do metabolismo ósseo, pacientes com deficiência mental (devido ao pós-operatório, não consegue assimilar as recomendações, etc.), discrasias sanguíneas severas, diabéticos, cardiopatias severas, pacientes irradiados e pacientes em quimioterapia.

A cirurgia ortognática pode ser um grande ganho de saúde e estética para quem quer melhorar a qualidade de vida.

 

Fonte: Dicas de Mulher

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