Algumas complicações causadas pela Quimioterapia e pela Radioterapia na cavidade oral

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O primeiro tratamento de escolha para o câncer bucal é a cirurgia, que pode ou não ser acompanhada pelo tratamento de quimioterapia e/ou radioterapia.

A radioterapia é um tratamento no qual se utilizam radiações ionizantes (raio-X, por exemplo), um tipo de energia direcionada, para destruir ou impedir que as células do tumor aumentem, por ser direcionada á área do tumor ela só vai causar complicações na cavidade oral se for feita na região de cabeça e/ou pescoço.
A quimioterapia é um tipo de tratamento médico que introduz na circulação sanguínea compostos químicos, chamados quimioterápicos, para combater o câncer, como ele atinge as regiões sanguínea ele pode trazer complicações para qualquer parte do corpo, inclusive afetando a cavidade oral.
Portanto, mesmo que a quimioterapia não seja para a região de cabeço e/ou pescoço ela pode, mesmo assim, afetar a cavidade oral.

As complicações que podem ser causadas na cavidade oral são:

Mucosite
A mucosite oral é a inflamação com ulceração dolorosa frequente na mucosa bucal. É a mais dolorosa complicação decorrente da quimioterapia e radioterapia da região de cabeça e pescoço. Os pacientes sentem dor e queimação na boca, que piora com a mastigação, e são visíveis úlceras pseudomembranosas de diferentes dimensões em diversas áreas da boca.
A mucosite grave obriga à interrupção do tratamento, funciona como fator limitante da dose, compromete a higiene, a ingestão oral e a nutrição do doente e pode persistir por uma a duas semanas após o término do tratamento.
O tratamento da mucosite é sintomático na maioria das vezes, baseia-se em minuciosa higiene bucal, orientação dietética, tratamento de infecções associadas, agentes tópicos e analgésicos.  A solução de clorexidina reduz o quadro clínico, tornando-o menos intenso.

Xerostomia

A xerostomia é definida como a sensação subjetiva de boca seca resultante da redução do fluxo salivar. A mucosa torna-se ressecada, eritematosa, atrófica e ulcerada, o paciente pode queixar-se de ardor, disfagia, disartria e ardência na mucosa bucal.
O tratamento é puramente sintomático, com a administração de substitutos salivares e orientação dietética. Reforço à higiene bucal devido ao elevado risco de cárie pela perda da capacidade protetora da saliva.

Osteorradionecrose

É definida como a exposição do osso irradiado na ausência de recorrência tumoral ou de tumor residual. É a mais grave complicação tardia da radioterapia e decorre da obliteração vascular e diminuição do suprimento vascular nos tecidos irradiados; essa redução da vascularização diminui o potencial de cicatrização e aumenta o risco de infecções oportunistas.
A osteorradionecrose pode se manifestar como uma pequena exposição óssea assintomática que pode permanecer estável por anos e cicatrizar com tratamento conservador. Em outros casos, pode progredir gradualmente, produzir sequestros e apresentar fístulas gengivais e cutâneas. A sintomatologia é complexa e variada, porém evolutiva.
para os casos brandos, a limpeza periódica com irrigações, antibioticoterapia e a proteção temporária da área exposta são preconizadas. Na presença de sequestros ósseos, seu tratamento consiste no debridamento, remoção dos sequestros e antibioticoterapia.

Fonte:
www.revistaonco.com.br

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